
Nesse momento em que rola uma discussão no Fórum do AgilityBR sobre o formato das provas, duas no mesmo dia ou uma por dia, pensava no quanto o agility me forneceu de bom nos últimos tempos. Na minha opinião o formato das provas é o de menos, sinceramente. Não vou lá apenas pra colocar meus cães em pista e ganhar medalhas. Competir é legal, porém não é tudo, se fosse já teria parado de entrar em pista. Vou ao pódio em média uma vez a cada 6 meses.
O agility me permitiu conhecer por exemplo, pessoas sensacionais como Artur, Samy, Dan, Tiago e Edu (Seo Kuka). Pessoas que pra menos ou mais não tem a minha idade e que dificilmente praticando outro esporte eu conheceria. Independente da idade e dos gostos pessoais posso conversar sem problemas com qualquer uma dessas pessoas. Com o Edu por exemplo poderíamos além do Agility falar sobre Fuscas e Beatles, com o Dan e Samy sobre o Pink Floyd ou Rock inglês, com o Tiago beberia uma Coca-Cola e com o Artur discutiria a colonização de Porto Alegre pelos casais dos Açores.
Também pelo esporte conheci pessoas que poucas vezes eu vi nas provas como a Ângela e o Helmuth, um casal muito legal sempre disposto a ajudar, escutar e dar suas opiniões sobre o Agility, mesmo que essas muitas vezes sejam totalmente fora do contexto, no entanto mostram interesse por um esporte que cativou a filha deles.
Certas coisas não tem preço. Enquanto discutimos o que é melhor pra nós mesmos deveríamos pensar que o Agility é bem mais que eu, você e nossos cães.
Domingo enquanto cansado esperava, pelo regulamento ou pelo desgaste de uma estréia que demorou um ano pra ocorrer, sentado na pré pista com meu cachorro (brigado Vivian pela foto que ilustra o post) ouvi o Renato da Nicole ser desclassificado. Ao sair sua filha o esperava na pré-pista. Deu um beijo no pai, nitidamente desolado com a desclassificação e a perda de um pódio certo e saiu caminhando ao seu lado consolando aquele que é a sua referência familiar, ídolo quem sabe (?), com o braço esticado fazendo um carinho no ombro.