Todos que foram até hoje aos mundiais, sinceramente, tem méritos. Os primeiros por desbravar esse "campo minado" chamado mundial. Com o passar do tempo e com a competitividade cada vez mais alta em nossos campeonatos é óbvio que é a cada dia mais difícil ir para um mundial.
De alguma forma somos fortes como times. Não é uma questão discutível. Basta olhar pro quadro de medalhas para se ter uma idéia. Temos quatro medalhas. Três títulos e um 3º lugar. Em outros anos, várias oportunidades, tivemos chances reais de outros pódios. Mas me parece que ainda falta algo no individual.
Não é cachorro, não é condutor, não é árbitro, nem percurso, campeonato, competitividade nesses campeonatos e nem estrutura. Acho que falta técnica de treinamento.
De onde vem esses segundos de diferença entre os campeões individuais e nossos melhores cães?
Fico extremamente orgulhoso de ver o Samy e o Felipe na sexta colocação em duas categorias diferentes. Mostra que o Brasil cresceu, mas também acho que ainda falta algo. Escrevi isso inclusive. A diferença nunca foi tão pequena no individual.
Esses dias vi um vídeo da Trkman, treinando um cachorro novo, feio o dog, mas com uma passarela de 1,3 segundo!!! Zona corrida. O infeliz na prancha do meio batia uma pata apenas em algumas passagens. Eu parei, de boca aberta na frente do PC, pensando: "carácoles, meu melhor cachorro a pau e corda faz 1,8 sem a menor segurança na base da reza brava". Na segurança 2 segundos, igual a qualquer um dos melhores cães do Brasil hoje. Me orgulho disso. Agora, como o Artur bem lembrou em um comentário de um post anterior sobre a Dizzy, campeã do Midi, a passarela dela é algo em torno 1,87 e segura.
Como vamos tirar essa diferença?
Uma dúvida simples pra começar o final de semana.