
Aika é o quinto Border que coloco a mão pra treinar. Antes dela vieram Schummy, Guíça, Sandy e Bola. Desses quatro não fiz a base da Sandy que chegou com inúmeros defeitos, adulta e treinada. Defeitos que o Schummy também tinha como trajetória e zonas de contato. Foi bem mais fácil corrigir ele do que ela, talvez por conhecer Tchuco desde filhote.
A quinta tem quase a mesma idade do Bola, deve ser uns três meses mais velha. Se o Fernando não conseguiu treinar ela também não estragou nada, o que já é um grande começo, hehehe. O Fê tem nas costas vários cursos. Entre eles o do Patrick, Vaanholt e do Attila. Sabe o que está fazendo.
Eu achava que era mais difícil treinar um cão mais velho, passou dos oito meses já era mais complicado. Na minha mente nunca seria a mesma coisa, um filhote treinando desde pequeno seria sempre um cão melhor.
Treinar não tem sido difícil, com a Aika, e se o resultado final será melhor ou pior só quando estiver pronta.
O caso é que, talvez, a diferença entre a Aika e um outro cão mais velho que chega numa escola pra treinar é o estímulo correto. Talvez ela tenha sido estimulada, mesmo que não tenha treinado, pra brincar, coisa que muitos cães adultos não tiveram quando filhotes.
O ponto não é o treino precoce e sim o estímulo positivo. Óbvio que ela tem um temperamento muito forte. Quando brinca é muito vigorosa, suas mordidas são precisas, demorei pra pegar o tempo delas levando várias, e o drive também muito bom. Gosto dela.
Gosto desses cães nervosos.
A missão agora é colocar ela em condições de competir. Falta um longo caminho ainda. Devo dizer que os últimos seis meses foram lentos e que tive no caminho outro cão pra dar mais atenção. Agora tenho feito, cheio de critérios, tudo o mais corretamente possível. Essa é uma das vantagens de ter três cães prontos, não ter pressa.
Brigado ao Fernando que tem dado suporte na logística das viagens e pela parceria.