Há tempos atrás conversando com a Val sobre... Agility(?) chegamos a conclusão de que o agility fuck está mais on do que o agility fun. Não há como discordar disso basta ver o número da Matchs realizados no Brasil inteiro e compararmos com o número de provas oficiais. Não sou contra provas oficiais. Sou muito a favor. A única diferença entre Matchs e provas oficiais é que na primeira opção as regras são mais elásticas. Discordo quando dizem "ah num match o clima é mais legal, não é competitivo". Não mesmo?
Pode e deve ser mais leve, o clima, no entanto a competitividade estará sempre presente mesmo que velada.
O núcleo da questão aqui é definir e deixar claro que o Agility é um esporte. A evolução desse, nos últimos cinco anos, foi tremenda no Brasil, principalmente nos últimos três eu diria, o salto de qualidade das duplas foi fantástico, embora ainda estejamos (minha humilde opinião) atrás dos Europeus. Essa última frase vale um post também. Esse crescimento na qualidade das duplas elevou o nível de excelencia ao extremo e esse é o "Q" da questão.
A verdade é que não há mais espaço para erros, já foi o tempo que alguém ganhava carregado de faltas de percurso. No grau 1 ainda é possível bem como nas categorias com menor número de oponentes, mas a verdade é que não há mais sangue doce. Começando no iniciantes, passando pelo grau 1 e 2 pra terminar no temido, esmaga ossos e mentes, grau 3.
Alguém vai dizer ou pensar "o grau 3 brasileiro não é tudo isso".
Bom a equipe std campeã mundial, a mini também campeã, a equipe midi terceiro lugar em 2007 e sexta em 2008, mais uma dupla que ficou entre as 10 melhores no individual standard competem no Brasileirão. Temos então 10 duplas concorrendo entre si, todas elas entre as melhores do mundo em suas categorias. Adicione mais 10 duplas nesse bolo de medalhistas e teremos cerca de 20 duplas de alta qualidade e outras 10 onde o que conta é o emocional e a capacidade de concentração. No tênis existe um... digamos... consenso de que os 100 melhores do rankings tem a mesma capacidade, o que separa a melhor e a pior é o fator emocional. Não acho que sejam tantas, mas os 20 melhores jogadores sim estão muito parelhos.
Pra concluir penso que o Agility deve ser também recreativo e algo ocorre entre o início lúdico de um trabalho e o "fim" competitivo e é bem difícil de explicar. São vários motivos que levam ao afastamento das duplas. Dificuldades financeiras, cansaço, falta de competitividade ou excesso, brigas, dificuldades pra treinar, suposta falta de obstáculos e acomodação são alguns dos fatores ou desculpas.
O que fazer? Aceito sugestões!
Nas fotos, da Ana de Campinas, a Pepper (Border Collie) e a Manu (Cocker Spaniel Inglês) que são conduzidas por Dalila e Verinha na abertura do XBR no Dog World.