Antes de despejar um caminhão de bobagens aqui vamos a foto da Marta Pires ao lado. Veja a água que levantamos ao passar pelo lado da pista mais molhado depois da forte chuva de sábado. Logo em seguida fui desclassificado com a Guíça. Marta tá cada vez melhor nos retratos. Já tava merecendo uma lente mais potente.
Agility é cruel. Pelo menos comigo. Agradeço os elogios do pessoal em um post abaixo. Samy, Aurélio e Edu, muito obrigado. Me sinto cada vez melhor realmente, mas ainda falta muito e não sei mesmo se tenho paciência pra esse outro tanto do caminho que tenho para percorrer.
Ainda no final de semana passado conversando com a Fernanda e com o Renan, dois condutores que estão treinando novos cães. Fernanda tem a Laka, cão que ninguém vê e Renan, os Shetlands, Athos e Nitro. Ela me disse, citando a mim mesmo, "tenho que fazer um cão melhor do que já tenho". Essa é a minha meta. Sinceramente nunca pensei em ser campeão de algo que nunca disputei. Assim nunca quis ser Campeão Brasileiro Grau 3 ou do QRMBC. Minhas metas sempre foram tentar fazer cães melhores que aqueles que já tinha colocado em pista.
Ocorre que fazer não é a palavra correta. Não se faz um cão.
Contabilizando os meus resultados vejo mais fracassos que conquistas. São mais desclassificações do que provas terminadas. Com o Schummy, que não é exemplo de nada, foram intermináveis provas sem chegar ao final. Por um lado uma grande escola, por outro um grande tempo perdido.
A Sandy, que aluguei achando que estava comprando. Falta de comunicação ou não, outra grande escola e mais tempo perdido. Arrumamos as zonas e fizemos dela um cão um pouco mais curto. Quando chegou pra nós saltava muito longe e derrubava barras, as vezes quatro ou cinco em dez além de só ter uma zona boa (Rampa). Arrumamos tudo isso, o Aurélio teve uma grande parcela de culpa nisso, mas o slalon, que ela só fazia por um lado nunca corrigimos. Não foi falta de tentativas.
Só eu mesmo pra comprar um cão longo, sem zonas, que derruba barras e só faz slalon por um lado.
Chegamos na Guíça, a da foto. Bom com essa eu sofri. Totalmente destemperada, bati muita cabeça com ela. Inúmeras foram as vezes que desisti. Quem acompanha o blog sabe disso. Mesmo sabendo dos problemas dela, do medo que ela sente das coisas segui adiante, numa quase tortura psicológica. Sim, porque seguir fazendo algo que o cachorro não gosta muito é meio que tortura-lo.
Mesmo assim consegui colocar ela no grau 2, assim como a Sandy e o Schummy.
Acho que essa prova no CTA, as finais do Brasileiro foram as últimas com ela. Talvez nunca mais entre com ela em pista. Estou cansado de achar e usar desculpas pra maus desempenhos. "Ah ela fez a zona devagar porque tem medo do árbitro". 'Refugou o salto porque eu virei um pouco antes, não entrou no túnel porque eu fui meio metro a mais e depois entrou no túnel porque gosta do túnel".
Acho que chega de sair bem nas fotos e mal na tabela de resultados. Ou eu acerto o próximo cachorro ou paro de fazer agility. Hoje estou tentado realmente a parar. Desistir por estar cansado, com medo e sem vontade de continuar.