Profissionais X Amadores 2

escrito por Fabi Estiga nesta data  17. março 2010 00:17

Depois de uma longa discussão com minha parceira de rede sobre o que seria um profissional e o que seria uma amador no agility cheguei a uma conclusão parcial sobre o assunto.

O agility brasileiro é pequeno se comparado ao de alguns países da Europa e com o dos Estados Unidos. E é grande se for confrontado com o de alguns países vizinhos. Apesar dos títulos internacionais o Big Bang ainda não ocorreu.

Ele cresce, assim entendo, devagar. Não vejo razão pra criar tal divisão (pro X amat), até porque na essência é um esporte democrático onde condutores de 20 anos competem contra outros com o dobro ou triplo de suas idades. As vezes ganham outras perdem. Eu nunca fui pra um pódio do grau 2, uma das minhas concorrentes diretas, Dona Mitsue, foi várias no Standard. A resposta é duvidosa, mas se fosse numa partida de tênis alguém duvidaria quem seria o vitorioso? Não respondam!

Embora alguns ganhem dinheiro, olhando o resultado do G3 Unificado da 4ª etapa do XIBR não encontrei um condutor sequer que viva apenas do esporte. Ou apenas dando aulas, só competindo sem trabalhar ou que ganhe patrocínio de alguma empresa para treinar e competir. Logo mesmo com as estruturas, com a organização, e seriedade com que muitos levam o agility não vejo um lado totalmente profissional e outro totalmente amador. Vejo os dois lados em todos. "Como diferenciar o profissional que treina duas vezes por semana do amador que treina quatro?" disse o Artur. Cada cachorro que cai numa escola tem um futuro de incertezas. Todos podem ser grandes campeões de agility em suas categorias ou não. Muitos ficam pelo caminho e a culpa não é só do esporte.

Não dá pra culpar o esporte pela falta de empenho de um condutor. 

São tantas variáveis que é (seria ou será) impossível comparar dois cães da mesma ninhada treinados pelo mesmo treinador. Imagine comparar cães de idades diferentes, com condutores com tempo de esporte desigual, em escolas distintas, com nº de treinos diferenciados e metas também?

Não há como e essa é uma das belezas do Agility. Ganhar do condutor mais experiente, perder pro novato. O rebaixamento é mais uma variável dessa equação, tão difícil e de tantos X, Y e Z´s, que visa equilibrar um pouco o otimismo da vontade e o pessimismo da razão e que nem sempre consegue.

Air Milton e Lila num retrato da Vivian. 



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Comentários

17/3/2010 09:06:58 #

Miguel

Volto a repetir a frase do Artur: Genio e' aquele que encontrar a formula perfeita para rebaixamento.

Sobre Profissionais x Amadores, acho que fui mal compreendido. Deixe-me tentar explicar:

Como disse o Edu, sao diversos FATORES da dupla (treino, tecnica, biotipo, condicionamento,...) e nao apenas a quantidade de treinos que os diferencia dos demais. Eu usei esses termos apenas para tentar ilustrar que por mais tecnica que eu venha a adquirir e por melhor que seja minha cachorra, pela falta de treinos dificilmente atingiremos o topo, ou seja, faltaria um dos fatores para nos tornarmos uma dupla Pro.

Fabiano, voce usou o exempo do tenis e cito esses outros:
- Sao Silvestre, todos competem juntos e tem chance, mas existe o tal pelotao de Elite. E como fazer para chegar la' na elite? Simples, junte os fatores.
- Moutain Bike, uso como exemplo por ter competido algumas vezes. Nas provas todos competem juntos, ate' mesmo aquele que nunca montou numa bike(exagerando), mas tambem existe uma separacao imaginaria para os competidores de Elite. Para chegar na Elite voce so' precisa ir se "ranqueando" com os resultados obtidos, ou seja, nao importa qual equipamento voce usa, se tem patrocinio, se recebe salario...

O que diferencia Profissional de Amador nesses esportes sao os resultados obtidos, assim como no Agility, nao importa se o condutor e' adestrador, veterinario, dono de canil..., dentro das pistas so' os resultados o colocarao entre os Profissionais.

Por pensar assim, classifico os competidores top do Agility como Profissionais sem precisar citar os nomes, basta dar uma olhada no ranking.

Miguel Brasil |

17/3/2010 09:38:33 #

fabi

Miguel, o único problema nas comparações entre outros esportes e o Agility é o tamanho. Na rua onde eu moro, em uma cidade com 250 mil habitantes já vi largadas de corridas de rua com uma galera. Sei-lá quantas cabeças, mas muitas, mais de 100 pessoas com certeza.

Mesma coisa Mountain Bike que numa prova estadual temos muitos competidores. No Agility isso não ocorre. Por isso comecei o texto citando o tamanho do agility em número de competidores.

fabi |

17/3/2010 10:58:37 #

Miguel

Desculpe Fabiano, mas nao vejo como o "tamanho" do esporte possa diferenciar. Mesmo pequeno, proporcionalmente sempre existira' a linha imaginaria de separacao dos niveis. Salvo excessoes, a grosso modo, os pre-selecionados para mim sao a Elite do nosso esporte ou os profissionais.

Desculpem-me os amigos nordestinos, mas vou usa-los como exemplo por ser uma das regioes mais novas no Agility. Sou ignorante total sobre o nivel do Agility praticado por la', mas suponho que se os tres melhores ranqueados brasileiros participassem de uma etapa por la', salvo algo extraordinario, certamente seriam os tres melhores colocados, ou nao? E' isso que eu digo, mesmo que tivessemos duzentos participantes no nordeste, esses "profissionais" certamente venceriam. Nao e' uma questao de carteira assinada ou por ser federado, mas apenas questao de resultados(ranking) o que os tornam profissionais.

Lembro bem quando escrevi um post sobre a vitoria do Henrique no A&C dizendo que a partir de entao, eu ficaria mais atento quando ele entrasse em pista. Nesse momento ficava claro para mim, que ate' entao como espectador nao conhecia o Henrique, que ele entrava com aquela vitoria para o pelotao de Elite do Agility brasileiro ou... tornava-se Profissional.

Acho que as discussoes estao em torno das palavras, talvez se deixarmos de lado as palavras Profissionais/Amadores e apenas dizermos que alguem faz parte da ELITE DO AGILITY, as coisas fiquem mais simples e claras.

Legal, essa semana estamos com otimos debates.... ehehehe...

Abraco.

Miguel Brasil |

17/3/2010 11:36:14 #

Artur Pires

Debate profissional/amador também tem algum cabimento aqui, desde que se demrque muito bem as fronterias de um e outro.
No agility um "amador" pode muito bem ganhar de um "profissional" e essa é uma das maravilhas deste desporto.
Claro quantidade de treino, sério, adequado é muito importante mas eu já vi condutor não treinar e no fim de semana ganhar.Claro que estamos a falar do grau III.
Porque não o Tobby ser o campeão Brasileiro do QRMBC do grau III?
A Vivina preferiu rebaixar ao grau II e divertir-se com ele ou visando vencer o QRMBC do grau II?Penso que um pouco dos dois. Então crie-se o QRMBC do Grau III.

Artur Pires Brasil |

17/3/2010 12:26:34 #

Vívian Razel

Artur, com certeza se tivesse o QRMBC do grau 3 eu estaria lá!

Vívian Razel Brasil |

17/3/2010 14:18:29 #

Seo Kuka

Utilizando o termo "profissional" como aquele que se dedica ao agility em qq tempo disponível que tenha ou até mesmo troque tempo de sua atividade de subsistência para praticá-lo, deve-se assim qualificar quase todos os agilitistas. No entanto, dos que estão no "TOP", diversos são mesmo "amadores". Ocorre que, além de condição física, têm um talento natural e um cão bem escolhido e treinado.
Por essas razões concluo com o Artur.
Acrescento, ainda, que um "amador" no agility, caso tenha as condições que coloquei acima, dedicando-se a aprender novas técnicas de condução, pode evoluir mais rápido que o "profissional" deitado em berço esplêndido (o que é uma pena). Isso ocorreu no agility brasileiro há muito pouco tempo (sem citar nomes).

Seo Kuka Brasil |

17/3/2010 14:38:49 #

Artur Pires

Vivian

Isso eu já sabia e seria por certo bem gratificante o Tobby campeão Brasielrio do QRMBC do grau III , máximo da modalidade.

Por isso concluo que sendo contra o rebaixamento, pode-se encontrar formas de motivar as duplas, não encontro como negá-lo.

Bj

Artur

Artur Pires Brasil |

Fabi Estiga

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