...o que nos dá coragem não é o mar, nem o abismo. É a margem o limite e sua negação".
Acho que to pronto pra encarar um novo desafio. E será diferente mesmo, porque não sei o que esperar. Quando você pega um Border é mais tranquilo. Em termos. E digo pegar no sentido de que pode ser comprado, doado, emprestado... são várias formas. No meu caso é uma doação.
Quando você começa com um cão no agility tudo é novo, é uma sensação, talvez a melhor de todas, que só sabe quem treina o cachorro. Quem está lá dia a dia trabalhando. Ver o dog começar a fazer o túnel, começar a passar nas asas, é algo realmente incrível.
Seria diferente pra mim, deveria ser. Claro! Pow, será meu oitavo ou nôno cachorro. Modéstia a parte tenho certa experiência nisso. Já errei bastante, acertei bem menos, mas nunca pequei por não tentar. Estraguei cachorro, salvei cachorro e já vi o bem que faz pro agility de alguém pegar um novo cachorro.
Tira um peso das costas do cão da vez. Sempre foi ótima essa sensação de primeiras vezes.
Uma coisa é certa: não estou ainda no esporte pelas minhas conquistas. Ou talvez minhas conquistas não sejam vitórias, medalhas, títulos. Treinar realmente é meu barato. Tornar possível alguma coisa, mostrar que assim dá certo ou assado. Ainda que quase 95% dos que estão competindo estejam interessados nos louros da vitória, tentar cumprir minhas metas já me sustentam.
Comigo foi assim, embora isso tenha meio que acavalado os dogs. Em 2003, 2005, 2007 e agora em 2012, "peguei" cães para treinar pra que eu pudesse competir. Nesse meio tempo cães como a Godura, Tiga, Aika (BC do Fernando aqui do RS) e Sandy (mãe do Bola) estiveram ou estão comigo nessa não tão longa jornada.
Nessa da foto, sapão, é a Glee! Em breve estará conosco, depois conto mais histórias dela. E seja o que os Deuses do Agility quiserem.