Deep in the heart of me

escrito por Fabi Estiga nesta data  16. dezembro 2016 08:53

Há cinco anos, dia 14 de dezembro de 2011. Esse foi o dia que a Guíça nos deixou. Foi muito doloroso. O Bixá, a Guíga, teria hoje 11 anos e meio.

Minha maior curiosidade é saber como ela teria envelhecido. Será que seria chata como o pai dela, o Schummy? Mais preguiçosa do que ela já era?

Guíça é um dos elos de ligação dessa primeira leva de cães de agility que tive com essa segunda que temos agora. Ela faz parte dessa cadeia que foi ensiando de um para o outro como brincar e como se portar diante de cada acontecimento.

Vejo na forma como a Coca brinca hoje com o Nimoy um pouco do que a Guíça fazia com o Bola. E um foi ensinando pro outro até agora, quando a Lew chegou, e já começou a receber os procedimentos básicos, que começaram com o Schummy, que logo mais fará 14 anos.

Não dói mais, tanto que a data passou, todavia sinto saudades.



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Preguíça boa

Dois anos sem a Guíça

escrito por Fabi Estiga nesta data  16. dezembro 2013 10:39

Não passou rápido. Lembro dela sempre, era uma doga muito legal, companheira, parceira, normalmente calma e agitada quando solicitada. Filha do Schummy com um cadela de temperamento ruim. Saiu 30/70. Mas os trinta porcento de Schummy que ela tinha bastavam para ser boa no agility.

Glee e Coca depois ainda é difícil lembrar dela, dos seus últimos dias, sem que as lagrimas tomem conta dos meus olhos. Levo ela como imagem de fundo no celular, aquela cara de louca, já troquei de aparelho, mas não de cachorro.

Foi no dia 14 de dezembro, dois anos sem ela.


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Preguíça boa

E lá se foi um ano

escrito por Fabi Estiga nesta data  18. dezembro 2012 18:25

Dia 14 de dezembro de 2012, também conhecida como sexta-feira passada, foi o aniversário da morte da Guíça. Nos deixou na madrugada do dia 14 de dezembro de 2011. E fez falta. Faz falta. Se por um lado ela deixou um buraco em nossa família, por outro a Glee tem feito sua parte, sem saber, e a cada dia o fecha um pouco.

Se tivesse certeza sobre reencarnação afirmaria categoricamente que Glee é a Guíça que voltou pra acabar com a sua falta.

Estranhamente elas tem muitas coisas em comum e não treinadas. São setups de fábrica. Isso fez com que o seu encaixe aqui em Tiethere fosse rápido. Os comportamentos com cada um dos cães logo que chegou, os tiques que cada cão tem, forma de latir, olhar meigo e maluco...

Mesmo assim não é a Guí de tantas e tantas viagens e pistas.

Ai alguém vai dizer que só penso no cachorro quando faz agility. De fato, minhas maiores e melhores lembranças dela são em pista. E o contrário é verdadeiro. Os olhos dos meus cachorros brilham quando é pra fazer agility. Eles gostam disso. Talvez as melhores lembranças deles comigo sejam dentro de pista. Nunca saberemos. Julgando pelas reações malucas de todos acredito que sim.

Aqui tem um álbum com muitas fotos da Guíça.



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Eita Preguíça boa - a primeira prova oficial

escrito por Fabi Estiga nesta data  9. janeiro 2012 00:15


(foto by Fê Lesnau) Vivíamos uma época pouco amistosa aqui no RS quando a Guíça começou a treinar. Era uma guerra declarada com o outro lado descontente pedindo que condutores não fizessem inscrições para as provas oficiais que realizámos. Ridículo. É agility, e não comparecer em uma prova é no mínimo tornar mais fraco o esporte que já é fraco, enfim...

Não havia onde testar, ambientar, acostumar e tals.

Dessa forma a Guíça caiu direto na abertura do VIII Brasileiro de Agility em Campinas, 21/10/2006. Impensável, tanto tempo. As vésperas da prova o Schummy pisou numa lagarta e queimou a almofada de uma pata dianteira. De última hora tive que fazer a carteira dela, ligar pra São Paulo solicitando a alteração da inscrição, fazer a vacina da gripe e treinar dois obstáculos que ela não sabia. Muro e salto em distância.

Foi complicado.

Minha confiança era zero em tudo, porém tinha ainda lá no fundinho da minha carcaça uma ponta de esperança de que ela terminasse as duas pistas do final de semana. Iniciantes entravam apenas uma vez por prova, já comentei aqui sobre o assunto outras vezes.

Vamos direto ao ponto e pular por exemplo o fato de que ela ficou dois dias sem fazer xixi. Eita bicho do mato. Nas últimas viagens assim que soltávamos da caixa ela já fazia xixi, cocô, tomava água, brincava. Foi um choque muito grande aqueles três dias.

Na prova de sábado estava indo bem, com dois refúgos até chegar na passarela quando ela subiu até o meio e ali empacou. Pulou de lá e não quis mais subir, terceiro refugo. Do nada. Até aquele momento estava indo bem. A pista era meio chata e o piso ruim. Carpete. Tentei fazer ela subir novamente pensando no domingo. Não quis.

Nem entrei em pista no outro dia.

Era complicado entender o que passava na cabeça dela. Eu tinha um cachorro sem medo algum de nada, que era amigo de qualquer pessoa que tivesse algo na mão, que entrava em pista sempre dando 120% do que tinha. Meu sonho era que ele desse apenas 70%. Ver a Guíça, daquela forma, me fez pensar primeiro em deixa-la em casa.

E foi o que fiz. Parei de treinar. Ela voltaria a competir dois anos depois.


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Eita Preguíça boa - basicamente um Shetland

escrito por Fabi Estiga nesta data  19. dezembro 2011 09:07



Era um Pastor de Shetland, tinha características bem parecidas mesmo. Uma delas era aquela coisa de ficar pulando e latindo fininho pro condutor enquanto ele está parado, no caso eu. Típico de um Shetland. O BC tem o costume de dar voltas no condutor.

A falta de temperamento, comum em vários Shetlands brasileiros, um Q de fragilidade, também era uma característica dela que andava de mãos dadas com a obrigatoriedade de ser conduzida no agility bem de perto. Isso não era um problema ainda que limite bastante a velocidade do cachorro. Outra história.

Aprendi com ela a ser mais calmo no treinamento. Nunca a pressão adiantou como na época fazia com o Schummy, meu primeiro Border e pai da Guíça. Isso foi decisivo no meu futuro dentro do esporte. De qualquer forma demorou muito para que ela acreditasse nas minhas intenções, bem como demorou para que eu mudasse.

Assim tive que me abichornar, como dizem aqui no RS. Foi a forma que encontrei de ser mais leve, mais cool. Demorou pra que desse resultado. Desisti de duas a dez vezes do treinamento da Guíça. Ao ponto de num dia, bom de treinamento, chegar para o Aurélio e perguntar "tu acha que algum dia ela vai fazer todos os obstáculos?". Ele respondeu "tenho certeza!".

Só me restou acreditar.



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