Quando mudará?

escrito por Fabi Estiga nesta data  6. novembro 2012 14:37

Posts parecidos, mas uma idéia segue a outra. Os links de referência estão mais abaixo para textos dos amigos que tem muitas coisas em comum, inclusive o nome. Mas não é sobre a preferência de seus pais por nomes que vou falar, é sobre treino mesmo, agility.

Vou discordar dos dois em apenas um post, vamos ver no que dá.

Primeiro do Miguel, que escreveu sobre o Seminário da Polona no Dog World. Aqui tem uma foto da galera que fez o curso. Misturados por ali quatro integrantes do Selecionado Brasileiro que esteve em Liberec para o Mundial 2012. Ninguém é obrigado a fazer o Seminário.

Já foi assim. Houve num determinado ponto da história do agility brasileiro que os pré-selecionados para o mundial eram obrigados a fazer tal e tal curso ou seminário. Não tenho ponto de vista definido sobre o assunto.

Acho que quem menos aplica os conhecimentos de um Seminário importante assim são os atletas de ponta que estão na ponta. Quem mais aplica é quem menos tem a perder. Quando comecei a treinar o Bola falei pro Aurélio que não conseguiria resultados interessantes com ele se não fizesse coisas diferentes. Fazendo o mesmo de sempre vou obter algo diferente? Não.

Dificilmente quem está na ponta quer perder o osso, e é muito fácil perder a mão ao ter a ótima iniciativa de fazer algo diferente. Tentar mudar.

Do outro lado, contrario ao que o Marco Magiolo escreveu, acho que muita gente dá muita base pros cães. Não sou um desses caras que dou muita base, dou alguma. O problema talvez seja o resultado final. Se eu disser hoje que zona corrida é o canal ninguém vai me dar atenção. Se um "TOP" do agility vier e falar a mesma coisa todos vão pensar melhor.

O mesmo ocorre quando vem alguém da Europa ou EUA pro Brasil.

E é assim que funciona com treinamento. Os Tops só viram o quão importante eram as zonas de contato quando apareceu um cachorro com zonas muito boas. Não perfeitas, mas bem melhores que as que tínhamos até então. E ainda hoje alguns cachorros tem dificuldades nesse ponto.

Cada um que tire a sua conclusão.

Pro blog do Miguelitto Fericatt:
http://ferigatto.wordpress.com/2012/11/06/muita-calma-nessa-hora/
Pro site da Cãopetição:
http://www.caopeticao.com.br/noticia.asp?prod_id=576



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Agility

Comentários

6/11/2012 16:27:13 #

Lau

É muito bizarro isso... Desde que eu peguei o Nankin, eu perguntava coisas que via nos vídeos por ai... Sobre fundamentos...Mas ninguém sabia me explicar, ninguém sabia me dizer... Isso fazem só 2 anos... Resumindo, me danei horrores com ele, e faz mais de 1 ano e meio, que venho trabalhando em fundamentos e mais fundamentos, e cada curso que eu vou, falta um fundamentozinho ali, que se eu tivesse feito, ele estaria melhor... e assim vai... Nós que estamos começando, não temos nada a perder mesmo... E só queremos saber de melhorar... O mais engraçado de tudo, é que dá certo! Se você faz um mínimo, já dá certo... Eu não entendo essa coisa toda de não fazer ou não se importar pros fundamentos... No fim do fim, o Agility não passa de uma sequencia de truques, encaixados... quanto melhor o cão sabe aquele truque, melhor se sai... E dai vem a condução, que não é nem de longe minha praia... ai já são outros 500... Mas sei lá...Vamos ver os cães e condutores novos que estão surgindo... Não acho que os donos de escola tem que ser obrigados a passar todos os fundamentos pra quem chega e quer brincar com o cão... concordo com o Miguel quanto a isso. Acho que basta um feeling, de ver quem se interessaria ou não por competições... Não acho que tem que fazer no esculacho, tem que dar conselhos... Mas também não dá pra você pegar todo e qualquer aluno de escola e exigir que ele fique 5 minutos por dia, pra fazer coisas básicas... é o cúmulo, mas não rola. Eu acho que no fim, é feeling pra tudo.

Lau Brasil |

7/11/2012 12:18:15 #

Miguel

Como sou o mentor da discórdia via RA, digo que penso diferente de você(rs).
Os condutores de ponta são os que menos aplicam conhecimentos adquiridos pelo simples fato de já possuirem muito conhecimento e sobra pouco espaço para novidades.  Os que tem menos a perder, visualizo aqueles que estão começando, tem espaço de sobra para muitas informações. Quem já fez vários seminários pode confirmar numa matemática grotesca que o aproveitamento é de quase 100% no primeiro, 30% do segundo, 15% do terceiro, 5% do quarto e se torna cada vez mais sucinto.
Quando você diz sobre tentar mudar, acho que não é uma questão de largar o osso, arrogância, ou seja lá o que for, mas por que uma mudança implica drasticamente na preparação da dupla e até onde isso seria rentável. Uma mudança demanda muito tempo para adaptação, tempo que pode comprometer a história competitiva de uma dupla correndo o risco de se perderem no caminho. Aqui coloco como exemplo o que Jenny Damm me disse em seu seminário quando questionei sobre Zonas corridas ou paradas. A resposta dela deixou muito claro para mim como é complexo definir uma técnica, apostar nela ou mudá-la. Ela me disse que seus dois cães tem zonas distintas, uma é corrida e outra é dois/dois e que se fosse preparar novamente seus cães inverteria a técnica, aquele que faz corrida faria parada e vice-versa. Por que? Por que ela só percebeu isso depois que seus cães foram muito bem fundamentados na execução e pôde estudar o movimento e comportamento de ambos, mas agora, depois de anos de preparação seria inviável fazer a mudança.
Sobre dar base aos cães, primeiro precisaríamos definir o que é e até onde vai. Meu conceito sobre base, diferente de você, me mostra que aqui raros são os que realmente preparam a base e fundamentos de seus cães. Raros são aqueles que em pista realmente tem confiança no que seu cão vai executar.
Sobre o que disse da opnião de alguém daqui contra a opnião de alguém que vem de fora, me desculpe, não quero menosprezar ninguém principalmente meus amigos que tem conhecimento sim, mas o peso da informação de alguém com currículo e experiência internacional é incomparável, por mais que essas dicas sejam as mesmas.

Miguel Brasil |

Fabi Estiga

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