A desconfiança

escrito por Fabi Estiga nesta data  9. junho 2017 10:42

Dia desses eu fui tirar dinheiro num caixa eletrônico, no shopping. E não costumo realmente fazer isso, não ando com dinheiro. Uso muito, quase que 100% do que gasto no débito. Bem mais pratico.

Mas fui e esqueci o cartão no caixa. Poutz, que trampo. Bom que é um cartão apenas de débito, mas incrível como algumas máquinas ainda liberam o dinheiro sem que o usuário tire o seu cartão, porque quando sai o dinheiro você fica na neura de contar e guardar. Ainda que fosse pouco dinheiro, 200 reais (acho).

Ai quando percebi que havia perdido o cartão pensei já em como eu conseguiria outro cartão, teria que bloquear e tals. Mas achei melhor passar no setor de informações do Shopping. Perguntei se alguém achou um cartão. A moça perguntou de qual banco, olhou para a mesa dela, perguntou meu nome, olhou para a mesa e perguntou "Ferreira?" E eu disse "sim! o Brasil tem salvação!!!".

Tudo confirmado, parte burocrática feita, sigo minha vida.

Outro dia num evento e páh! alguém perdeu a carteira. A notícia se espalha, "poutz perdeu a carteira e tals..." até que num dado momento a notícia chega até a minha pessoa justo na hora que estou com a minha carteira na mão. E alguém passa olhando para ela como vasculhando o que tem dentro pra saber se é minha carteira mesmo ou se é a carteira perdida.

Me senti invadido na hora, mas depois pensei bem e vi: a gente vive na desconfiança e a pessoa não me conhece. Se soubesse quem eu sou talvez pedisse pra olhar dentro. hahaha. Ia ver um monte de cartões que não uso, uma cartinha Pokemon, minha identidade com cabelo comprido, uns tiquetes de desconto do Burguer King e trocentos comprovantes de débitos passados.

A carteira depois foi achada, estava guardada. Tão bem que nem o próprio dono achou.



Tags:

Geral

Fabi Estiga

Mais, nas redes sociais.




Agility Esporte - divertimento acima de tudo. Se você faz agility e não se diverte é porque está fazendo errado. Acima de qualquer coisa respeite seu cão, lembre-se que ele nunca erra, não tem culpa e não pediu para praticar o esporte. Assim o bem estar de ambas as partes é primordial sempre. "Praticar é preciso, divertir-se é necessário!"